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segunda-feira, 28 de junho de 2010

ARROZ-FEIJÃO



















A participação de Alex Atala e a presença do príncipe Dom João de Orleans e Bragança foram as duas atrações mais esperadas do VI Festival Gastronômico de Pirenópolis, que este ano homenageou o império. Tanto Atala quanto Dom João não decepcionaram. Atala deu aula de cidadania no colóquio, mostrou-se mestre em didática durante sua aula-show e arrancou aplausos da elite local que experimentou sua cozinha. Dom João chegou um pouco atrasado para a aula-show de Alex. Mas, à diferença do que faria boa parte das celebridades da era Big Brother, não criou nenhum tumulto, assistiu à aula em pé, debaixo de sol.
Depois do almoço preparado por Alex, participei de uma conversa com os dois. Sei que um é primo do rei da Espanha e o outro o chef mais renomado do Brasil (o DOM ocupa a 18a posição no ranking da revista inglesa Restaurant), mas me senti diante do surfista e do DJ, o que Dom João e Alex foram, respectivamente. Ainda com jeitão de moçada. E descobri que temos algo em comum: amamos arroz com feijão. Dom João, por sinal, disse que o arroz e o feijão são uma paixão antiga da família real. "Quando meu trisavô (Dom Pedro II) foi para o exílio, ele pedia que seus amigos monarquistas enviassem feijão e fumo-de-corda para ele".

sábado, 26 de junho de 2010

CENAS DE UM DIA DE VERÃO...





...em pleno inverno. Sob o forte sol de Goiás, vou descobrindo os sabores tradicionais do cerrado, como a pamonha salgada com linguiça e pimenta e o empadão goiano.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

NINGUÉM É DE FERRO





Sorry não ter publicado nada nos últimos dois dias. Estou viajando a trabalho. Vim a Goiás para o VI Festival Gastronômico de Pirenópolis. Não vou parar de falar sobre o jantar mediterrâneo que fizemos na casa da Juliana, mas vou intercalar os posts do jantar com posts sobre o festival. Desde ontem, tenho trabalhado duro. Experimentado pratos e ingredientes famosos do centro-oeste -- pamonha de sal, guariroba, arroz de pequi -- e outros dos quais, na minha santa ignorância, nunca tinha ouvido falar, como o coração de banana.
Mas, como ninguém é de ferro, hoje de manhã parei para ver o jogo Brasil e Portugal num centrinho de compras aqui na parte histórica da cidade. Alex Atala e família estavam por lá. Esse realmente trabalha duro. Chegou pouco depois do jogo começado, ás 11 e qualquer coisa. Já tinha ido fazer pesquisa de campo conhecer ingredientes do cerrado numa propriedade aqui perto.
Agora à tarde tem um colóquio dele no teatro da cidade. Por isso mesmo, tenho de ir indo. Largar meu "escritório" à beira da piscina, comer um empadão goiano e uma pamonha com linguiça na rua Direita e seguir para lá. À noite publico umas fotos.